15 de Jan. de 2010
Cadernos Adenauer 3/2009: Sair da crise: Economia Social de Mercado e justiça social
Nur auf Portugiesisch verfügbar/Somente disponível em português
A Economia Social de Mercado é o tema desta edição dos Cadernos Adenauer com abordagens que incluem os sessenta anos da Economia Social de Mercado, América Latina, União Europeia, entre outras.
Apresentação
A ordem social e econômica criada em 1948 na Alemanha Ocidental
foi, após severas críticas, reconhecida pelo mundo inteiro como um
“milagre econômico”. Este conceito foi eventualmente rejeitado por
Ludwig Erhard, ministro de economia e mentor da Economia Social de
Mercado durante a gestão do chanceler federal Konrad Adenauer, pois o
desenvolvimento econômico não é um milagre mas consequência da aplicação de determinados princípios e de um esforço conjunto.
A Economia Social de Mercado constitui uma fusão da tradição político-
econômica liberal (direitos individuais, republicanismo, mercado)
com a tradição do pensamento social-cristão (dignidade humana, justiça
social, solidariedade), de modo que tanto o mercado quanto o Estado
devam estar a serviço da pessoa humana e de suas associações menores e
não o contrário. É óbvio que, em processos políticos, tais princípios estão sujeitos a compromissos, interpretações e até adaptações aos contextos sócio-políticos de diferentes países. No entanto, as ideias de liberdade, subsidariedade, solidariedade e justiça vêm mostrando sua relevância não somente na Alemanha, mas em vários outros países da União Europeia e da América Latina.
No atual contexto mundial e mediante os desafios apresentados no
século XXI, caracterizado por uma ordem internacional fragmentada e a
consequente crise financeira que eclodiu meses atrás, a Economia Social de Mercado se apresenta como o melhor sistema para superar as consquências dessa crise. Por se tratar de um marco ordenador que propicia uma articulação harmônica entre crescimento econômico e equidade social, a Economia Social de Mercado aparece como o único modelo capaz de garantir condições de paz e prosperidade caso seus princípios sociais sejam aplicados em nível internacional.
Peter Fischer-Bollin
Representante da Fundação Konrad Adenauer no Brasil