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Cadernos Adenauer

Indústria de defesa e novas tecnologias

Cadernos Adenauer 2/2026

A nova edição da série Cadernos Adenauer apresenta um conjunto de artigos que investigam alguns dos principais aspectos da interseção entre a indústria de defesa e as novas tecnologias, oferecendo aos leitores textos que ajudem a compreender como esse setor se reinventa diante das transformações digitais e científicas, com atenção especial aos impactos econômicos, sociais e políticos no contexto brasileiro. A indústria de defesa ocupa um papel estratégico na segurança nacional e na projeção de poder dos Estados, sendo também um dos setores que mais impulsiona o desenvolvimento tecnológico em escala global. Historicamente, inovações como a internet, o GPS e os drones nasceram de projetos militares e, posteriormente, transformaram-se em ferramentas de uso civil, demonstrando como a defesa atua como catalisadora de avanços científicos. No cenário contemporâneo, marcado por tensões geopolíticas, guerras híbridas e ameaças cibernéticas, a integração de novas tecnologias torna-se essencial para garantir superioridade operacional e capacidade de resposta rápida. Inteligência artificial, big data, sistemas autônomos, nanotecnologia e biotecnologia são apenas alguns dos campos que vêm redefinindo o conceito de defesa, ampliando tanto as possibilidades de proteção quanto os dilemas éticos e jurídicos. Clique nos links para baixar gratuitamente.

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A nova edição da série Cadernos Adenauer apresenta um conjunto de artigos que investigam alguns dos principais aspectos da interseção entre a indústria de defesa e as novas tecnologias, oferecendo aos leitores textos que ajudem a compreender como esse setor se reinventa diante das transformações digitais e científicas, com atenção especial aos impactos econômicos, sociais e políticos no contexto brasileiro.

Publicação completa

 

Novas tecnologias e sua aplicação militar

Thiago Borne

O presente artigo examina a relação entre tecnologia e guerra a partir de uma perspectiva histórica, institucional e estratégica. Parte-se do argu­mento de que as dinâmicas contemporâneas não representam uma rup­tura absoluta, mas a intensificação de padrões recorrentes de interação entre inovação tecnológica e conflito armado, agora potencializados pela centralidade do setor privado e pela difusão de tecnologias de uso dual.

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A Convergência NBIC: origem, atualidade e projeção de futuro

Clóvis Eduardo Godoy Ilha

 Fábio Netto Pinheiro Grande

Hugo Fernandes Marques Freitas

Este artigo analisa a origem, a evolução e as perspectivas futuras da Convergência NBIC – a integração entre nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia da informação e ciências cognitivas. Essa convergência ins­pira-se nos debates das Conferências Macy e na cibernética, podendo ser entendida como um instrumento para potencializar as capacidades humanas físicas, cognitivas e sociais. O tema provoca a divergência en­tre duas correntes filosóficas: a tecnoética, baseada na responsabilidade ética do avanço tecnológico, e o transumanismo, que defende o aper­feiçoamento contínuo do ser humano por meio da tecnologia.

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Economia da defesa e impacto industrial

Eduardo Siqueira Brick

A indústria de defesa não pode ser avaliada pelos mesmos critérios apli­cados à indústria civil. Sua finalidade última é estratégica – a defesa da soberania e dos interesses nacionais –, e não econômica. Partindo dessa premissa, o artigo examina a relação entre economia, defesa e indústria, alertando para o risco de textos acadêmicos subestimarem a finalidade primordial dos investimentos no setor. Os conflitos recentes na Ucrânia e no Irã evidenciam que capacidade militar pressupõe uma indústria de defesa apta a suprir as Forças Armadas com meios, insumos e serviços essenciais.

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Implicações éticas da inteligência artificial em sistemas autônomos no contexto da defesa

Joelmir Ramos

A incorporação crescente de inteligência artificial (IA) em sistemas au­tônomos tem reconfigurado de maneira estrutural a indústria de defe­sa contemporânea, deslocando o eixo da superioridade estratégica do domínio puramente físico para o domínio informacional, algorítmico e infraestrutural. Este artigo analisa as implicações éticas, políticas e geopolíticas dessa transformação, com ênfase na delegação de decisões críticas a sistemas automatizados e na natureza dual-use das tecnolo­gias emergentes.

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Guerra híbrida como coerção politicamente dirigida: tecnologia, ambiguidade e vulnerabilidade estratégica

Jorge M. Lasmar

A guerra híbrida constitui uma forma contemporânea de coerção po­liticamente dirigida, na qual instrumentos militares e não militares são combinados para produzir efeitos estratégicos sob condições de ambi­guidade. O artigo compara conceitos, autores e debates doutrinários a partir de uma abordagem qualitativa e teórico-conceitual, revendo conceitos sobre guerra híbrida, ambiguidade estratégica, tecnologia, fricção, vulnerabilidades sistêmicas, e o pensamento de Clausewitz.

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Cenários de tecnologia, defesa e democracia no Brasil até 2050: autonomia militar interna, heteronomia externa e dependência epistêmica1

Jonathan de Araujo de Assis

Raquel Gontijo

Samuel Alves Soares

Neste artigo, propomos que os impactos das tecnologias de segurança sobre a democracia e a autonomia estratégica do Brasil até 2050 devem ser compreendidos a partir de uma perspectiva sociotécnica crítica que articula tecnologia, poder e produção de conhecimento. Sustenta-se que o país opera sob uma tensão estrutural entre autonomia militar interna (expressa na capacidade ampliada das Forças Armadas de definir meios e, em larga medida, os próprios fins da defesa) e heteronomia externa, caracterizada por dependência tecnológica e por dependência epistêmi­ca.

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Reinaldo Themoteo KAS
Coordenador Editorial
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